Antônia Machado, a Maria Machadão, teria sido, nos efervescentes anos 1920, a cafetina-mor do cabaré Bataclan, local que realmente existe em Ilhéus.

A filha de Jorge Amado, Paloma, contou  que havia tolerância com os bordéis na época. “Contam que uma vez o Jorge Amado, que tinha menos de 15 anos, e mais alguns amigos juntaram grana para pedir os serviços das moças. Maria Machadão soltou: “Chispa daqui! O que Dona Eulália (mãe do escritor) vai pensar de mim?"

Os bordéis de Ilhéus viveram sua fase áurea até meados dos anos 40. Havia muito jogo na época. Quando proibiram o jogo, começaram a fechar. No Bataclan atual, construiu-se na parte superior dos fundos do sobrado uma “réplica" do quarto de Maria Machadão, com móveis e utensílios de época. Também há uma teatralização da vida mundana no Bataclan, encenada para clientes num pequeno palco no salão principal.

Hoje, reformulado, o Bataclan é sinônimo de entretenimento para todo povo de Ilhéus e os amados turistas que visitam a cidade o ano inteiro.

Posts Relacionados

Festival Jorge Amado

setembro 24, 2017